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Aditivo para cimento

Aditivo para cimento: frasco ou pó, e sobre o que se divide a dose

Metade de quem busca aditivo para cimento quer o frasco de um litro da loja; a outra metade quer o pó que entra na formulação, comprado por tonelada. São duas cadeias, com bases de cálculo diferentes para a dose. Aqui você vê a tabela por objetivo, o que a fábrica fornece e o que não fornece, e a pergunta que resolve a maior parte dos erros de dosagem: o percentual está sendo dividido por qual peso?

Atualizado: 2026-10-27 · 8 min de leitura

Aditivo para cimento: o que a expressão cobre de fato

Quem digita essa expressão procura uma de duas coisas, e a diferença é de cadeia: o frasco da loja, vendido por litro, ou o pó da formulação, vendido por tonelada e pesado antes da água.

O teste é uma pergunta: você compra por litro ou por tonelada? Litro resolve uma betonada; tonelada resolve uma fórmula que precisa sair igual no lote seguinte, como quem formula massa em pó sabe. Nenhum dos dois é mais técnico. O assunto vai por objetivo, não por família química: quem procura "aditivo para cimento" sabe o sintoma, não o nome da família.

A tabela: o que se adiciona para cada objetivo

Nomeie o objetivo antes de comprar. Uma mistura persegue um ou dois, não sete: cada linha é uma família diferente, dosada em separado. As faixas por produto estão em aditivo para argamassa.

O que você querO que se adicionaPor que resolve
Que agarre maisPolímero redispersável em pó (RDP)Deixa película flexível no contato com a base
Que não perca águaÉter de celulose (HPMC / HEMC)Retém a água de amassamento para o cimento hidratar
Que pegue antesAcelerador de pegaAdianta a pega quando o clima ou o prazo apertam
Ganhar minutosRetardador de pegaAlonga a janela em clima quente ou em frentes longas
Que não passe águaHidrófugo ou impermeabilizante em massaAge na capilaridade ou fecha a passagem da água
Menos água, mais resistênciaRedutor de água de alto desempenho (PCE)Dá fluidez sem subir a água e baixa a retração
Que não fissureFibra de polipropilenoReparte a tensão da retração plástica na pasta fresca

Quatro linhas da tabela saem da nossa fábrica e três não. A divisão muda o seu pedido, e a seção seguinte diz o que exigir de quem fornece as outras três.

O que a fábrica fornece dessa tabela — e o que ela não fornece

Fornecemos os éteres de celulose da tabela (HPMC e HEMC) e, para sistemas líquidos, a HEC; também o polímero redispersável em pó, o policarboxilato e a fibra de polipropileno. Não fornecemos acelerador de pega, retardador de pega nem hidrófugo: são famílias com outra química e outro fabricante.

Se você precisa das três que não são nossas, exija por escrito a ficha de segurança com o componente ativo em nome químico, o teor de íon cloreto do lote e o certificado de três lotes seguidos. Quem não responde a essas três perguntas vende embalagem. Acelerador e retardador são famílias legítimas, e você compra de quem fabrica com a mesma exigência.

A conta da dose: sobre o que você está dividindo

Antes de comparar dois aditivos, descubra sobre o que o percentual é calculado: há duas bases no mesmo canteiro. Nos aditivos em pó, a dose é sobre o peso seco total da mistura, não do cimento isolado. Nos aditivos de concreto, a convenção é sobre a massa de material cimentício.

O efeito é que o percentual, sozinho, não diz nada até você saber o denominador. Com muito agregado, o mesmo percentual sobre bases diferentes dá massas distintas, e "quem dosa menos" vira ficção.

Tipo de aditivoDenominador da dosePor que
Éter, RDP e fibra em póPeso seco total da misturaO pó se distribui na massa inteira
PCE, acelerador e retardador em concretoMaterial cimentícioA ação é sobre a hidratação
Produto de balcão por litroLeia o rótuloPode contar sobre a mistura pronta

Sempre que você vir um percentual, pergunte antes de fazer conta: o denominador é quem? Peça por escrito, com a idade de ensaio. E se o produto é líquido, pergunte se o percentual é sobre o produto ou sobre o sólido.

Cimento puro não segura água: por que entra o éter de celulose

Três sintomas, uma causa. Exsudação: a água sobe e forma lâmina na superfície. Segregação: o agregado desce e o fundo fica com pedra e sem pasta. Superfície pulverulenta: o topo endurece fraco e esfarela. Nos três, a água se moveu depois de a mistura parar.

O éter de celulose aumenta a viscosidade da água entre os grãos, e essa água passa a sustentar o que estava suspenso. Sem ele, o cimento de cima hidrata com água de sobra e produz camada porosa, enquanto o de baixo fica com menos água: você tem face farinhenta e fundo compacto.

Em concreto, lechada e reparo a banda é de 300 – 1.000 mPa·s, como na página do HPMC. O YD1904, de 400 mPa·s, entra em lechada fluida entre 0,03 % e 0,10 %, sobre o peso seco total da mistura — numa lechada sem areia, esse total é o próprio material cimentício —, e freia a exsudação sem tirar a fluidez. O limite é térmico: HPMC gelifica entre 55 °C e 68 °C, HEMC acima de 70 °C.

PCE: menos água, mesma fluidez — e onde o excesso cobra

O policarboxilato adsorve nos grãos e os mantém separados, liberando a água presa entre eles: mesma fluidez com menos água, menos retração de secagem e relação água-cimento mais baixa — daí o ganho de resistência.

O YD300 entrega redução de água de pelo menos 35 %, entre 0,20 % e 0,80 %. O YD200 fica em pelo menos 25 %, entre 0,15 % e 0,60 %. As duas faixas valem em concreto, sobre o material cimentício; em argamassa seca empacotada, a base é o peso seco total da mistura — confirme com o seu fornecedor.

Onde o excesso cobra: acima de 0,8 % é mais provável ganhar segregação e retardo do que fluidez. Se a mistura continua dura, não é falta de aditivo: é empacotamento de partículas.

A linha vermelha: cloreto onde tem aço

Em concreto armado o aço vive num meio alcalino que o mantém passivado por uma película finíssima. O íon cloreto rompe essa película em pontos localizados: a corrosão é pontual e profunda, o produto dela ocupa mais volume que o aço e o concreto em volta racha e se solta.

A linha é pisada por economia: cloreto de cálcio é dos aceleradores mais baratos que existem e funciona, por isso aparece em "secagem rápida" de prateleira. Sem armadura, pode ser escolha; com armadura, é responsabilidade.

Como você confere: leia a composição na ficha de segurança e procure o nome químico do sal; peça por escrito o teor de íon cloreto do lote; e pergunte se o acelerador é isento de cloreto para concreto armado. Quem responde "isso não precisa" está respondendo a pergunta.

Quando a resposta não é aditivo

Quatro verificações antes de abrir o saco, nesta ordem. Um: a água, porque relação água-cimento alta derruba resistência e aumenta retração. Dois: o empacotamento dos grãos, que não se resolve com aditivo. Três: a mistura, porque pó entra no seco e só depois a água. Quatro: temperatura e cura nas primeiras horas.

Se as quatro estão no lugar, você tem um objetivo claro e a tabela do começo resolve. Enquanto uma estiver fora, o aditivo disfarça a proporção e não resolve nada.

Produzimos em Jinzhou, no Hebei, e despachamos do porto chinês ao cliente brasileiro — não temos representante local. O mínimo é 1 tonelada métrica para éteres e 500 kg para os outros aditivos, com 7 a 15 dias após a confirmação, em saco de 25 kg, big bag de 500 kg ou 1.000 kg e saco impresso com a sua marca. Comece pelo contato com a fábrica.

Perguntas frequentes

Serve o aditivo líquido que se compra no balcão para concreto armado?

Depende do que está dentro do frasco, e o rótulo raramente responde. Muitos aceleradores líquidos de prateleira são à base de cloreto de cálcio, e cloreto em elemento com armadura ataca o aço. Antes de usar, peça a ficha de segurança do produto e confira se há sal de cloreto na composição. Em peça sem armadura o risco é outro; em peça armada, a conta muda de lado.

Como separo falta de aditivo de excesso de água na massa?

Olhe o que a água fez depois que a mistura parou. Água sobrando sobe e deixa lâmina na superfície, e o fundo fica com pedra e sem pasta. Água faltando faz a massa empelotar e não fechar a superfície. Se o problema é retenção, o sintoma aparece na face; se é proporção, aparece na resistência. Meça a água de cada betonada antes de mexer na dose de qualquer aditivo.

A dose que vem em litros por betonada serve como especificação?

Serve para aquela betonada e para mais nada. Litro por balde não diz qual é o denominador, não acompanha a mudança de umidade da areia e não se repete quando o traço muda. Peça sempre o percentual com a base escrita ao lado. Sem isso você não consegue comparar dois fornecedores nem perceber que um lote novo se comporta diferente do anterior.

O PCE substitui o éter de celulose numa lechada?

Não, e os dois resolvem metades opostas do problema. O PCE libera a água presa entre os grãos e ganha fluidez; ao fazer isso, derruba o esforço de fluência que mantinha o agregado suspenso. O éter devolve esse esforço e freia a exsudação. Por isso uma lechada fluida costuma levar os dois, em doses de ordens de grandeza diferentes: o primeiro na casa das décimas, o segundo em centésimos.

Por que a lechada exsudou e a parte de cima ficou fraca?

Porque a água que subiu levou junto os finos e deixou no topo uma camada com água de sobra e pouco cimento. Essa camada hidrata, mas fica porosa, e é ela que recebe o piso ou o revestimento seguinte. Se a superfície esfarela sob o dedo, o problema é exsudação, não cura. A ordem de correção é frear a exsudação e depois revisar se a dose de redutor não está alta demais.

Como converto a dose percentual em quilos por mistura?

Multiplique o peso do denominador correto pela dose. Se o aditivo é pó de formulação, o denominador é o peso seco total da mistura, areia incluída; se é aditivo de concreto, é a massa de material cimentício. Errar o denominador muda o resultado em várias vezes, porque areia e cimento não pesam a mesma coisa no traço. Anote a base na etiqueta da sua planilha, não na memória.

Troquei o fornecedor de cimento: preciso mudar a dose?

Provavelmente sim, e o teste é mais rápido que a dúvida. Cimento de outra moagem, outra composição ou outra adição muda a demanda de água e a adsorção do aditivo, e você sente isso na mesma dose. Faça uma mistura testemunha com o cimento novo e a dose atual, compare a fluidez e a exsudação com o lote anterior e só depois ajuste. Anote a marca e o lote junto com a data do ensaio.

O éter que eu uso no concreto serve para fazer massa?

Quimicamente é o mesmo produto; funcionalmente não é o mesmo grau. Concreto, lechada e reparo trabalham numa banda de viscosidade baixa, porque a mistura precisa fluir. Produtos de camada fina pedem banda alta, porque o que importa é segurar água contra a sucção da base. Escolher o grau pela aplicação, e não pelo que já está no estoque, evita a maior parte do retrabalho.

O aditivo resolve fissura que já apareceu no concreto pronto?

Não. Aditivo trabalha no estado fresco: ele muda como a pasta se comporta enquanto ainda dá para mexer. Depois que a peça endureceu e rachou, a fissura é consequência de retração, de restrição ou de proporção, e a correção é de reparo, não de dosagem. Se a fissura é fina e em malha, ela conta o que aconteceu nas primeiras horas; use isso como dado para a próxima mistura.

Que fibra de polipropileno eu peço para contrapiso e laje?

Peça pelo comprimento e pela dosagem, não pelo nome comercial. Para controle de retração plástica em contrapiso, sobrecapa e laje, a faixa de trabalho é de 0,6 a 1,2 kg por metro cúbico, e o comprimento segue o agregado: 9 mm para mistura de agregado fino e 12 mm para concreto de uso geral. Acima disso você paga fibra que não se converte em controle.

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